A saída de Ângelo Tadeu

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A Prefeitura de Pedro Leopoldo lançou uma nota nesta quinta-feira (12) informando a exoneração de Ângelo Tadeu do cargo de chefe de gabinete da Prefeita Eloísa. A exoneração acontece depois de uma turbulência gerada por denúncia na Câmara de Vereadores mês passado. Ângelo Tadeu é marido da prefeita e também estaria impedido de assumir cargos públicos por decisão da Justiça, o que o impediu, inclusive, de ser candidato a prefeito nas últimas eleições.

Segundo a nota, “Tadeu deixa o cargo tranquilo” quanto à legalidade e deixa o cargo para dar apoio aos pré-candidatos a deputados neste ano de 2022.

No entanto, fica a dúvida: afinal, seria de fato a dedicação eleitoral ou a insegurança jurídica teria batido à porta depois das denúncias feitas na câmara (mesmo que as investigações não tenham sido autorizadas pelo Poder Legislativo)?

A grande questão é que há uma linha muito tênue entre o que é legal e o que é imoral. Ainda que seja, ou que fosse, legal, talvez não seja tão moral ter alguém da própria família na condução do próprio gabinete. Chega a ser questionável a autonomia da própria prefeita, da mesma forma que ocorreu quando Dilma Rousseff foi eleita presidente e ficou a dúvida se ela governaria por ela mesma ou se Lula ficaria acompanhando e decidindo informalmente.

Enfim, o importante é que Pedro Leopoldo tenha de forma veemente seu poder fiscalizador por meio do povo, que a Câmara cumpra seu dever de legislar, mas também de fiscalizar o Poder Executivo e a prefeita tenha a autonomia de seu mandato, porém, de forma bastante transparente.

Carlos Vieira

@reportercarlosvieira

Para a Rádio PLFM

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